O Humanismo contra Deus

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

É preciso abandonar a prática humanista de querer dar significado ao mundo, e buscar o verdadeiro significado da vida em Deus.

Nos últimos séculos, não é segredo que o homem vem tentando ocupar o lugar de Deus na sociedade. Com passar do tempo, temos medidas cada vez mais ousadas. Se Friedrich Nietzsche, falecido no início do século XX, já dizia naquela época que Deus estava morto, hoje a revolução humanista vai muito mais além, sequer o levando em consideração.

Através do culto a humanidade, os humanistas estabelecem o homem como sendo o centro do significado da vida. Querem que o homem deixe de recorrer a Deus para encontrar o significado da vida e de suas ações, para buscar o significado da vida e de suas ações dentro de si mesmo. Houve um tempo em que a humanidade buscava respostas em Deus, hoje, por meio da revolução humanista, ela busca resposta em si mesma.

Os conceitos de bondade, correção e beleza, eram, no século XIV, obtidos através de Deus. Se desejássemos saber o que era errado ou não, o que era mau ou bom, recorríamos a Deus. Hoje a fé que tínhamos em Deus passou para uma fé na humanidade. E quando desejamos obter tais respostas, extraímos de nossas experiências interiores.

Se houve um tempo onde a fonte de autoridade e significado estava em Deus, hoje passamos a conceber que toda essa fonte de autoridade e significado está em nós mesmo. Alguém que cometesse um ato imoral séculos atrás, se via debaixo da autoridade de Deus, e via a necessidade de se confessar e buscar orientação religiosa. Nós dias atuais busca-se aconselhamentos com a própria mente, ouvindo nossos sentimentos e emoções. E se nossa mente não nos acusa, isso nos basta.

Esse humanismo, que procura retirar a fé em Deus e atribui-la a humanidade, não é algo recente, mas sim algo que vem acontecendo ao longo dos últimos séculos. Todos os dias ouvimos alguém dizer que é preciso ouvir nossa voz interior ou seguir nosso coração, sem nos dar conta da gravidade de tais afirmações. Jean-Jacques Rousseau, em seu romance Emílio, vai dizer que ao buscar as regras de conduta da vida, ele as encontrou em seu próprio coração, e que só precisa consultar a si próprio a respeito do que quer fazer. Segundo Rousseau, o que ele sente que é bom é bom, e o que ele sente que é ruim, é ruim.

Como meros mortais que somos, nossos sentimentos e nossas opiniões são bastante instáveis. Ao empreender uma busca pela verdade, desconsiderando que é Deus o responsável por atribuir sentido à vida, e passando atribuir autoridade a nossas experiências interiores, como meros mortais, facilmente somos levados por prazeres mundanos, e facilmente caímos no erro. Os significados que atribuímos a vida mediante nossa opinião humana, é algo completamente efêmero. Enquanto isso, Deus sim é a verdadeira fonte de verdades absolutas e imutáveis, e quem deve, exercendo sobre nós sua autoridade, dar significado a nossa existência e nossos atos. É preciso abandonar a prática humanista de querer dar significado ao mundo, e buscar o verdadeiro significado da vida em Deus.
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